Miller Duarte, Estudante de Direito
  • Estudante de Direito

Miller Duarte

Uberlândia (MG)

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Miller Duarte, Estudante de Direito
Miller Duarte
Comentário · há 9 anos
Concordo!

Desde que seja realmente seja um estudo crítico sobre a Bíblia e não ensino religioso. É equivocada a posição do deputado, no entanto, ao motivar a lei pelo fato da Bíblia ser o livro mais antigo do mundo, até mesmo porque não é. O estudo da Bíblia é importante porque é a fonte primária do catolicismo, e a nossa sociedade - a nossa cultura - é fundada em cima dos valores cristão europeus (cultura ocidental).

Podemos inclusive ir mais longe e integrar noções de teologia (de todas as religiões), não de forma dogmática como muitas pessoas esperam, mas explicando suas origens, sua história e os efeitos que elas causam - e causaram - na sociedade. Eu sei que muitas pessoas tem opiniões fortes sobre esse tema, mas tem uma coisa que não podemos negar: a história da religião é a história do homem. Seria algo mais ligado à sociologia do que à literatura.

Como disse meu professor de Direitos Humanos: "A religião é o maior sintoma da genialidade humana". E concordo plenamente. Independente se você crê ou não, a verdade é que a humanidade foi construída em torno das religiões, e há uma correlação inegável com a nossa superioridade evolucionária enquanto homo sapiens (irônico, eu sei). David Hume, em seu livro "A História Natural da religião", relata - de forma irritantemente curta - através de suas pesquisas a breve existência de algumas tribos humanas no início da nossa história que não possuíam religião e que surgiram e se extinguiram de forma completamente inerte, indolente, sem produzir nada de valor, não deixando nada para trás.

Não acho justo, portanto, que nossas crianças cresçam sem saber quem foi o bom samaritano, ou sem conhecer a história de David e Golias ou a austera sabedoria do Rei Salomão. É importante saberem de onde vem a máxima "dê a César o que é de César", ou o que "ouro, incenso e mirra" representam, ou como Daniel sobreviveu à jaula do leão. Essas histórias fazem parte do nosso passado, elas são parte do legado que nos foi deixado. Não é o melhor legado, mas é o nosso.
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Miller Duarte, Estudante de Direito
Miller Duarte
Comentário · há 9 anos
Não houve miscigenação, informalmente trato democracia lato sensu como gênero das espécies república e democracia stricto sensu. Permita-me a indulgência.

Os exemplos que dei são apenas isto, exemplos. Exemplos que evidenciam o que falei anteriormente, de que a humanidade não possui capacidade para se autogovernar.

Fui ver sobre o livro "O Sobrevivente", bastou descobrir que é do mesmo autor de Clube da Luta. Estava precisando de uma boa leitura, obrigado pela indicação.

Não sei se o cenário de forma governo por I.A. que aludo pode ser analisado do ponto de vista de filmes de Hollywood. Nós temos exemplos a destro e a sinistro em filmes e jogos (particularmente sou fã do SAM em Mass Effect), mas até que ponto podemos trazer isso para uma montagem séria do tema? Muito pouco ou nada, acredito.

Acabei de assistir parte de uma palestra do Piazzi, não o conhecia. Ele já tinha uma visão bem trabalhada sobre a educação que eu vislumbrava há tempos. Não acho que brocado dele, no entanto, pode ser entendido como uma barreira intransponível. Ontem mesmo vi uma notícia de que o AutoML do Google conseguiu se replicar pela primeira vez, criando uma versão melhor de si própria. Conexa, inclusive, com uma lição do próprio Piazzi a respeito das máquinas de Von Neumann (que acabei de ler, genial).

A proposta que trago é justamente tentar usar as I.A.s para auxiliar nas formas de governo. Não sei se vai dar certo, mas sei que vale a tentativa e que não podemos basear qualquer suposição em filmes e livros de ficção científica. Como a própria Sophie - I.A. da Hanson Robotics - disse ao seu entrevistador Andrew Ross, da CNBC: "You’ve been reading too much Elon Musk, and watching too many Hollywood movies,”
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Perfil Removido
Comentário · há 9 anos
Na sua colocação há uma miscigenação entre república e democracia. No caso os neonazistas têm o mesmo direito de marchar e protestar do que os socialistas, não? Aliás, segundo a comunidade do saudoso Orkut nominada "Família Porto" nós eramos judeus que se radicaram até serem expulsos da Espanha pela Igreja Católica, o que faz sentido já que, pelo nome ser um substantivo que nomina coisa indica termos sido "novos cristãos". Por outro lado sou descendente em 50% de ucranianos que tiveram que se evadir do seu país na época do holodomor. Talvez a diferença é que a corpora dos professores de história foram doutrinados por professores que acham que a URSS era uma boa idéia. Não simpatizo com nenhum dos dois grupos, mas é um exagero o tratamento diferenciado que cada um recebe. O que você tem contra a diminuição da maioridade penal e da pena de morte? Creio que um sistema de computação chegaria facilmente à conclusão de que são viáveis dentro de alguns parâmetros. Sugiro que leia o romance "O Sobrevivente" de Chuck Palahniuk. A forma que ele descreve o comportamento do jato em velocidade terminal. É isto! Não há vagas na cadeia, então vamos levar à pena de morte aqueles que mais têm anos à cumprir e mais temos certeza dentro de algum limite. A maioridade penal nem se fala, daqui a pouco estaria zero anos. A questão de armamento nuclear é mais um blefe. O resto é resto! A verdade é que na realidade vez ou outra temos de ser endurecidos ou amolecidos. Quando Jesus chegou ai e fez a obra dele a humanidade estava endurecida demais. Hoje temos uns ai que estão moles demais (vide ao cidadão sueco médio que prefere ser morto a falar que tem algo errado por medo de ser criminalizado ou mesmo ser considerado "intolerante"), então perversos como esses do ISIS ou o coreano do norte lá pintam e bordam. A questão do armamento nuclear americano é a resposta, ao invés do que estava se tornando costumeiro, "fazer concessões". Dentro deste cenário que você coloca o melhor que teriamos seria a ARIA (Controle Absoluto, 2008). Por fim, lanço mão da lição deixada pelo maior Ministro da Instrução (porque o MEC não deveria ser da educação) que esse país não teve, Pierluigi Piazzi: existem duas coisas capazes de fazer processamento lógico no mundo. Uma é rápida e idiota, a outra é lenta, mas genial. Por vezes o gênio lento tem delegado pensar ao idiota rápido e temos um idiota lento.
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